A matéria como parte do desenho na Coleção Quorum 2027
Na Coleção 2027, a materialidade participa da própria construção da ideia. Mais do que acabamento, torna-se parte da presença de cada peça.
Madeira, pedra, vidro, metal, couro e fibras naturais aparecem não como camadas adicionadas ao final do processo, mas como elementos que orientam espessuras, encontros, superfícies e soluções construtivas.
É nesse
diálogo entre
matéria e desenho que a nova coleção encontra parte de sua identidade.
Detalhe Mesa Brut
1. Madeira maciça: estrutura que permanece visível
A madeira maciça evidencia aquilo que muitas vezes permanece oculto no mobiliário: a própria construção.
Veios, espessuras, encaixes e mudanças de direção passam a fazer parte da leitura das peças. Em vez de esconder a estrutura, o desenho permite que ela se revele, preservando características naturais da madeira e reforçando sua presença no conjunto.
O resultado está menos associado ao efeito decorativo e mais à maneira como o material participa da sustentação e da definição dos volumes.
Detalhe Poltrona Prys
2. Pedra natural: duas percepções em uma mesma superfície
O mármore ganha protagonismo a partir do contraste entre diferentes formas de trabalhar a mesma matéria.
Em tampos de 5 cm de espessura, a borda recebe acabamento apicoado, realizado manualmente para criar uma superfície marcada e irregular. No centro, o acabamento leather estabelece uma percepção diferente: mais suave, fosca e tátil.
A passagem entre esses dois tratamentos evidencia a profundidade mineral da pedra e permite que textura e espessura façam parte do desenho.
3. Vidro Extra Clear: espessura, transparência e profundidade
No vidro Extra Clear, os 5 cm de espessura transformam uma matéria normalmente associada à leveza em um volume de forte presença.
A transparência permanece, mas passa a conviver com profundidade, refração e uma tonalidade própria da composição do vidro.
Bolhas incorporadas intencionalmente ao processo ampliam essa leitura.
Em vez de buscar uma superfície absolutamente uniforme, o material assume pequenas variações que respondem de maneira diferente à incidência da luz e ao ponto de vista.
4. Vidro fusing: o processo permanece na superfície
No fusing, o vidro é moldado pelo calor, e o próprio processo permanece visível na superfície. Pequenas bolhas, variações e diferenças sutis tornam cada resultado singular.
Essa característica faz com que cada tampo revele uma expressão própria.
Na tonalidade âmbar, a luz atravessa diferentes espessuras do material e evidencia profundidade, reflexos e nuances particulares.
Mais do que transparência, o vidro passa a explorar
volume, cor e transformação.
Detalhes Mesa Ortho
5. Aço inoxidável: precisão integrada à construção
O aço inoxidável aparece incorporado ao mobiliário de maneira funcional e construtiva.
Superfícies escovadas suavizam o reflexo característico do metal e estabelecem um contraste preciso com materiais de caráter mais orgânico.
Quando integrado a apoios, nichos e elementos estruturais, o inox deixa de funcionar apenas como acabamento. Sua presença passa a participar diretamente da
arquitetura da peça.
Detalhes Sofá Box System
6. Couro e palha natural: matéria percebida pelo toque
Em outros momentos da coleção, o protagonismo está na proximidade entre material e corpo.
No couro, textura, espessura e pequenas variações naturais reforçam uma percepção tátil que antecede o próprio uso. Na Set, o couro de pirarucu amplia essa leitura: sua superfície marcada por escamas revela uma textura singular, em que a própria origem do material permanece visível.
Na palha natural, a trama cria outra relação. A alternância entre cheio e vazio introduz transparência, leveza e respiro, permitindo que estrutura e superfície sejam percebidas simultaneamente.
São matérias que se revelam de maneiras diferentes, mas compartilham uma característica:
sua natureza permanece legível.
Detalhes da Mesa Set, Sofá Sled, Sofá Orizzonte e Cadeira Mono
Quando a matéria participa da ideia
Ao explorar diferentes espessuras, tratamentos e processos, a Coleção Quorum 2027 coloca a materialidade no centro de sua construção.
A superfície deixa de ser apenas aquilo que reveste. A textura pode determinar um encontro. A espessura pode alterar a percepção de peso. A transparência pode transformar um volume.
A forma não simplesmente recebe um material. Em muitos dos novos modelos, ela nasce a partir dele.



















