De que forma o tempo influencia o design de estofados pensados para permanência
No Charrua, o desenho atravessa o tempo com naturalidade: uma peça que dialoga tanto com a memória quanto com a linguagem contemporânea dos espaços atuais.
Essa mesma lógica se manifesta em propostas distintas dentro Quorum: no Nordic, o contraste entre a leveza da estrutura elevada e o volume generoso das almofadas cria uma leitura que não se prende a modismos. A peça combina conforto profundo e linguagem essencial, permitindo que o tempo atue como aliado: ela se adapta a diferentes contextos sem perder identidade, mantendo-se atual justamente por não tentar ser excessivamente atual.
Já no
Pater, o tempo assume também uma dimensão simbólica. Inspirada na figura da poltrona do pai, a peça carrega memória, afeto e conforto profundo, reinterpretados com rigor contemporâneo. Seu desenho essencial, aliado ao cuidado construtivo, do equilíbrio das proporções ao uso de materiais duráveis, faz com que seja difícil situá-la em um período específico. Essa ambiguidade temporal reforça a ideia de permanência: trata-se de um estofado que constrói vínculo com quem usa e permanece relevante à medida que o espaço e a vida mudam.
Em todas essas leituras, o tempo deixa de ser uma ameaça ao desenho e passa a ser parte ativa do projeto. Quando a peça é concebida com clareza formal, consistência construtiva e intenção, ela perdura e amadurece. É nesse ponto que o estofado ultrapassa a função e se transforma em permanência, sustentando o espaço não apenas fisicamente, mas também cultural e emocionalmente.













